05. DE UM PARA TODOS

Não basta compartilhar, tem que participar. Ativamente.

Descobrimos no exercício diário da tomada de consciência sobre a coletividade o poder de pôr em prática as ideias de poucos para o benefícios de muitos.

E quando cada um faz a sua parte pelo próprio desenvolvimento – físico, mental e social – fica fácil, fácil entender por que uma andorinha só não faz verão.

NOMES CONFIRMADOS

  • COLOMBAN DE
    VARGAS

    Colomban de Vargas é biólogo e grande apreciador de aventuras. Aliás, seus desafios são escolhidos pelo grau de benefício que podem dar a ciência. Participou de uma audaciosa expedição que percorreu 35 países para estudar o plâncton, onde coordenou uma equipe de pesquisadores e chegou a mais de 40 mil amostras coletadas. Os tópicos vão bem além da vida marítima, chegando ao nosso clima. Colomban é formado pela Universidade de Genebra e mestre de pesquisa no Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) na estação biológica de Roscoff, na França.

    Engana-se quem pensa que a Suíça produz apenas canivetes, relógios e chocolates . Produziu a joia do biólogo e aventureiro Colomban de Vargas que, aos 40 anos, saiu navegando pelos oceanos do mundo, num veleiro, com a expedição TARA OCEAN, estudando os protistas. Não sabe do que se trata? Relaxe, pois quase ninguém sabe. Trata-se da quinta categoria de vida depois de vírus, bactérias, animais e plantas. Organismos unicelulares minúsculos, lindos de se ver, que estão na Terra há 1 bilhão de anos, ajudando, por exemplo, os plânctons a produzir 50% do carbono e do oxigênio que respiramos. “Voltamos com um banco de dados gigantesco, com 40 mil amostras de plâncton, e nos próximos 30 anos vamos ter a modelagem da Terra como um sistema, uma célula, para vivermos em simbiose com o planeta”. Amém.

  • JIM
    ROBBINS

    Escritor e jornalista, Jim Robbins celebra o fato de poder se entregar livremente à sua curiosidade e ainda ser pago para isso. Rodou o mundo atrás de boas histórias, que viraram livros e textos para a seção de ciência do New York Times, jornal para o qual colabora desde 1980. No espaço trata de temas como o meio-ambiente e o sistema nervoso central humano, apontando para mudanças interiores que podem virar instrumentos de transformação de vidas e do planeta.

    Dizem que todo mundo deveria ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore antes de morrer. Mas para o escritor e jornalista freelancer do New York Times, Jim Robbins , se fizéssemos apenas a última parte, já seria um bom começo. O autor de “O homem que plantava árvores” conta como se tornou um enraizado defensor ao observar a devastação da vegetação de pinheiros milenares na sua propriedade no Colorado, devido às mudanças climáticas. Para ele, a Ciência ainda não estudou a fundo esses seres que filtram o ar, impedem inundações, recuperam áreas desertificadas, purificam a água, bloqueiam raios UV e são base de medicamentos, além de enfeitar a paisagem. Muito além da sombra e da água fresca.

  • TONY
    HAYMET

    Tony Haymet dedica a vida ao estudo dos oceanos e suas implicações no clima da terra. Ele dirige o Scripps Institution of Oceanography, a frente da maior rede mundial de estações de monitoramento dos gases de efeito estufa. É vice-presidente da CleanTech San Diego, organização sem fins lucrativos, um dos principais expoentes da produção de energia limpa e práticas sustentáveis nos Estados Unidos. O pesquisador defende a exploração dos oceanos como um planeta vizinho. "Não temos ideia de que formas de vida estranhas prosperam na escuridão das profundezas. Mas sabemos o suficiente para não querer perdê-las".

    O oceanógrafo e pesquisador Tony Haymet é um homem profundo. Uma espécie de Iuri Gagarin das águas, que sonha em desvendar o fundo do mar, segundo ele, um admirável mundo novo capaz de revelar, apesar de toda a escuridão, um sem número de formas de vida ainda desconhecidas. A primeira incursão ao fundo dos oceanos aconteceu em 1960, pouco antes do cosmonauta russo chegar ao espaço. Hoje, a organização privada e sem fins lucrativos que preside e ajudou a fundar é responsável pelo desenvolvimento de um robô que atravessa, em 2h, cerca de 4 km de profundidade para coletar amostras de vírus, bactérias e protistas. “Sempre fomos inspirados pelos 78% de água que cobrem nosso planeta. É de todos, não pertence a ninguém. Os oceanos são nossos amigos e devemos cuidar”, decreta.

  • JARBAS
    AGNELLI

    Videomaker, diretor de comerciais, músico. Esse é Jarbas Agnelli, que, em 10 anos à frente de sua agência, a AD Studio, já recebeu prêmios em Cannes e o Grand Clio, o mais prestigiado da propaganda americana e o primeiro dado a um vencedor de língua não-inglesa.

    Jarbas Agneli é diretor de cena, com vários prêmios no currículo e passagens por grandes agências brasileiras, incluindo a que fundou - considerada uma pequena grande empresa. É lá que Jarbas cria e finaliza comerciais, curtas, vídeos e trilhas sonoras (sim, ele também é apaixonado por música), tendo como fonte de inspiração, técnicas de animação, como live action 3D, motion design e stop-motion. É pai do Gabriel, da Nina e de pelos menos duas obras imperdíveis: “Birds on the wires”, vencedor do festival Youtube Play Guggenheim, escolhido entre 23 mil vídeos de 91 países, e “The City of samba”, em parceria com Keith Loitit. Com a técnica tilt shift, a dupla animou nada menos do que 168 mil fotografias da Cidade Maravilhosa durante um Carnaval: amor de verão para sempre... Mas com orquestra ao vivo e Jarbas no comando dos teclados, só no TEDx Rio +20! Aumenta o som!