02. DA IGNORÂNCIA À SABEDORIA

Saímos da era da informação e entramos na era do conhecimento.

Aqui o objetivo é compartilhar experiências que nos ajudem como indivíduos, grupos e sociedade a adquirir competência para partir para a ação em prol da economia verde, das fontes de energia limpas e renováveis, da erradicação da pobreza.

Diversidade de visões, caminhos multidisciplinares e o objetivo de fazer a diferença, dividindo idéias para multiplicar ações.

NOMES CONFIRMADOS

  • HELIO
    MATTAR

    Helio Mattar é fundador e diretor-presidente do Instituto Akatu, uma organização não-governamental que busca conscientizar a população para o consumo voltado para a sustentabilidade considerando a SER (responsabilidade social e ambiental empresarial). A entidade é reconhecida como uma das mais competentes do mundo para atuar em parceria com a iniciativa privada, segundo relatório elaborado pelo Pacto Global das Nações Unidas.

    PALESTRA NÃO DISPONÍVEL.

  • MARINA
    SILVA

    Marina Silva, ambientalista e política brasileira, nasceu no Acre, trabalhou como empregada doméstica e se alfabetizou tardiamente. Superou adversidades para se tornar uma colecionadora de votações expressivas que culminou nos 20 milhões de votos que recebeu nas últimas eleições presidenciais. Ganhou prêmios como o “2007 Champions of the Earth” da ONU, além de honras da WWF, Sophie Foundation, Fundação Príncipe Albert II, entre outras.

    Engana-se quem pensa que o grande feito de Marina Silva foi ter saltado de analfabeta até os 16 anos a senadora, ministra e candidata à Presidência da República. O grande passo que essa acreana deu com suas pernas curtas - sua avó costumava dizer que bicho de perna curta corre na frente - foi fazer uma pergunta a um bispo, certa vez. Como resposta, soube para sempre que seu poder era nenhum e total, ao mesmo tempo. E que a melhor maneira de fazer um desenvolvimento sustentável é criar uma militância autoral. Com a força de uma guerreira, Marina dispara mais uma vez sua poesia (poema “Arco e Flecha”) na direção do alvo: a mobilização.

  • JESSICA
    MATTHEWS

    Poucas coisas no mundo mobilizam multidões como uma bola de futebol. Foi pensando nisso que Jessica O. Matthews, junto a outros três amigos da Universidade de Harvard, criaram a sOccket, uma bola que gera e acumula energia a cada chute. A ideia foi definida por chefes de Estado como “extraordinária” e ganhou prêmios ao redor do mundo. Mas, para Jessica, inovação não adianta por si só “se não for contagiosa”.

    PALESTRA EM BREVE!

    A nigeriana Jessica Matthews é uma fonte renovável de pensamentos do tipo “fora da caixa”. Com um grupo de amigos da Universidade de Harvard, essa cientista social foi buscar no jogo mais popular do mundo, o futebol, uma alternativa de fonte de energia limpa: a cinética. E descobriu que sustentabilidade poderia ser um assunto divertido, como ela própria, ao assumir sua porção “perna-de-pau”. As regras do jogo com a Soccket são simples: a cada chute a energia vai sendo armazenada na bola que alimenta de energia alguns objetos, ao se plugarem a ela. Mais ou menos o que acontece quando nos conectamos com as ideias que Jessica abraçou e espalhou em benefício de milhares de pessoas. Otimismo na veia!

  • VIVIANE
    CUNHA

    A união da arquitetura com a sustentabilidade é quase sinônimo do nome Viviane Cunha.  Doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela University College of London, ela é consultora, professora e diretora da primeira empresa licenciada na América Latina para avaliar edifícios e comunidades sustentáveis pelo selo BREEAM, o mais antigo e utilizado no mundo. Tamanho esforço resultou em um trabalho que é referência na America Latina.

    Segundo os cálculos estruturais de Viviane Cunha, que há 25 anos se dedica a estudar a relação entre arquitetura e sustentabilidade, 40% do consumo de recursos naturais é responsabilidade da construção civil. Assim como 70% dos resíduos urbanos, que chegam a 9 milhões de toneladas/ano. E diante desse cenário e da ameaça do greenwashing (ser verde de fachada), hoje, pessoas consomem mais cimento do que comida. Viviane acredita que esclarecer os indivíduos e mobilizá-los na adoção de alternativas simples, como a substituição da brita por entulho de obra ou telhados verdes, é uma saída estatística. “Num mundo com cada vez mais pessoas, informação é a base para uma nova realidade”.